Feminino
 

por redação rip star

 

           Bodyboarder Akemi Saito fala do esporte em sua vida

A bodyboarder profissional fala de sua grande evolução nos últimos tempos, mostra sua beleza oriental com a carimbo made in Brasil. Simpática e receptiva, ela diz o que acha sobre assuntos que são pertinentes as atletas profissionais.

VK: Olá Akemi, tudo bom? Fala pra nós como é morar num lugar propício para a prática do bodyboarding... a cidade maravilhosa!
AS: É irado, pois no Rio estão algumas das ondas mais “buraco” do Brasil e tenho a oportunidade de estar sempre treinando ao lado de feras, como Paulo Barcellos, Soraia Rocha, Felipe Perusin, Hermano Castro, André Guaraná, entre outros.

VK: Você acha que a situação das (os) atletas cariocas é diferente das demais atletas devido ao mercado do bodyboarding nacional ser mais no Rio?
AS: A mídia está no Rio, e esse é um grande diferencial, pois através da divulgação do atleta na mídia é que se obtém o reconhecimento do público e o retorno aos patrocinadores.

 

Pódio do Latino Americano no Equador.

foto: arquivo pessoal Akemi.


VK: Como o Bodyboarding apareceu e virou profissionalismo em sua vida?
AS: Sou paulista do litoral (Itanhaém) e o bodyboarding entrou na minha vida logo cedo, pois meu pai é competidor de pesca e eu sempre o acompanhava, daí resolvi surfar pra não ficar de bobeira na praia. Me tornei profissional 4 anos após vir morar no Rio de Janeiro, pois sempre foi meu sonho viver do bodyboarding.

VK: Você tem patrocinadores? Quem são?
AS: Sim, BZ Boards que tem um shape com meu nome “Akemi Saito”

VK: Como é sua preparação física?
AS: Não curto muito malhar em academia, mas algumas semanas antes de um campeonato importante eu puxo um pouco de ferro....rs....mas no geral eu costumo andar de patins, bike e claro, surfar.

VK: O que falta para o Bodyboarding atrair mais empresas e os atletas receberem o que merecem? Dirigentes, promotores de eventos?


AS: Falta um mega projeto, ambicioso, bem elaborado por profissionais da área (grandes empresas de eventos) com um acordo de ter cobertura completa em canal aberto, conseguindo assim grandes patrocinadores com retorno garantido.
Falta mais união entre os próprios atletas, para reivindicarem seus direitos, sem medo de alguma “punição”.
Não generalizando, falta mais profissionalismo de ambas as partes (atletas e dirigentes). É notório quando se faz um trabalho profissional, pois este logo se destaca.
Talvez o que mais atrapalhe no bodyboarding não é o que “falta” e sim o que “sobra”, pois muitas pessoas ligadas ao bodyboarding reclamam, criticam, mas pouco fazem pelo esporte. Em minha opinião é válido criticar, mas no momento certo e pra pessoa certa, e não na mídia como muitos fazem, pois denigrem a imagem do bodyboarding.
 


Treinando em Itacoatiara, Rio de Janeiro

foto: André Madeira

 

VK: Faz uma análise dos eventos nacionais em relação a estrutura e premiação e da um exemplo de um circuito que caminha bem na sua opinião?
AS: Acho que as coisas estão começando a melhorar com essa etapa do mundial em Itajaí (SC). Um mega evento.
O mundial de Rio das Ostras também é bom, mas pode ser melhor ainda, pois a prefeitura tem royalties e pode fazer dessa etapa uma grande etapa como a de Itajaí.

VK: O que acha do Circuito Musas Bodyboard?
AS: Achava um bom circuito, com bom retorno de mídia. Mas como eu disse, seria bom se os campeonatos fossem feitos por uma empresa de eventos, pois as meninas (Renata, Mariana) são atletas e fica complicado, pois é um esforço muito grande trabalhar e competir. Mas valeu a iniciativa, claro!

VK: Além de ser Bodyboarder profissional você tem outras atividades? Com essa beleza oriental ai hein... (risos)
AS: Hehehe...sou designer gráfico e “modelo” nas horas vagas.

VK: q=/qual a melhor viagem que você já fez?
AS: Cada viagem tem uma história. Curti todas elas, mas a que mais me marcou foi a última vez que fui pra Costa Rica, não pelas ondas, mas pelos perrengues que passei com minha amiga, também bodyboarder, Samantha Moreno.

VK: Você planeja o que para 2008?
AS: Competir o brasileiro e o latino são meus planos por enquanto. Também quero fazer algumas “bodyboarding trips” com matérias para TV.

 

Competindo no Musas bodyboarding.

foto: arquivo pessoal Akemi.

 

VK: Akemi, toda sorte em 2008 e boas ondas! Manda um alô para galera que acredita muito em seu potencial...
AS: Agradeço pela entrevista. Agradeço também a todas as pessoas que acompanham meu trabalho. Recebo muitos emails, scraps e comentários em meu fotoblog de fãs de todo Brasil e fico muito feliz em saber que eles me admiram e me tomam como exemplo. Isso faz de mim uma pessoa muito feliz, com certeza!

VK: E aos empresários...
AS: Dentro do bodyboarding existem “atletas” e “atletas”, e assim como em qualquer esporte, saibam distinguir o bom e o mal profissional. Invistam em um grande atleta, independente de ser ele bodyboarder, surfista, skatista, profissional, amador ou iniciante.
O bodyboarding tem grandes atletas, que sabem representar com muita competência o nosso país. Possuímos desde supercampeões mundiais até ilustres desconhecidos da mídia, cada qual com seu valor.

Ficha técnica

Nome: Eliane Akemi Saito
Patrocinadores: BZ Boards
Tempo de bodyboarding: 16 anos
Principais resultados: Tetra campeã paulista (campeã iniciante, bicampeã amadora e campeã profissional) e Vice- campeã latino americana
Viagens já realizadas: Portugal, Espanha, França, Austrália, Costa Rica, Equador, Venezuela, Peru, Argentina, Panamá, Jamaica, USA.
Comida preferida: Sendo neta de japonês e italiano eu amo igualmente sashimi e lasanha! (risos)
Música: Amo black music (Hip Hop)
Hobby: Andar de patins, fotografia.
Família: Amo meu pai, mãe e meus 2 irmãos (Tico e Akio) e minha irmã Elimara.
Ídolos: Jeff Hubb, GT, Kelly Slater.
Manobra preferida: Tubo e ARS
Maior sonho: Ver o bodyboarding no nível do tênis e golf por exemplo...grandes ídolos e mega premiação.



 

 

 


 


 

 


 

 

 

 
 

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